terça-feira, 7 de julho de 2009

Gestão à Portuguesa. Um exemplo...

Praia de Vilamora - Falésia

Junto a esta praia foi construída há poucos anos, uma área de extensão generosa, destinada a estacionamento, com excelentes condições de pavimentação, sombreamento, e capacidade para parqueamento de centenas de veículos.

Para execução dum espaço com estes atributos, certamente não foram despendidas poucas centenas de Euros.

Próximo desta área, existe outro espaço, em terra batida, sem qualquer tratamento, qualificação ou sombreamento, remanescente dos espaços qualificados existentes.

Num dia normal de praia, o que se constata é que o primeiro espaço se encontra praticamente vazio, enquanto que o segundo, apesar de não reunir quaisquer condições para estacionamento, devido ao excesso de poeira e desorganização, se apresenta completamente preenchido.

Deduz-se que a razão desta situação é o elevado custo dos ingressos para a área tratada (é mesmo muito caro!!!), contrariamente ao outro espaço não tratado, que é gratuito.

Numa das áreas turísticas mais qualificadas do país, é um pouco confrangedor verificar esta situação numa praia de tão grande procura.

Trata-se claro, da confrontação entre o “chico-espertismo”de quem quer ganhar tudo duma vez e acaba por não ganhar quase nada, e o “desenrascanço” português conjugado com o não menos famoso“forretismo”.

Nem é preciso puxar muito pelo miolo para encontrar outras alternativas para a melhoria da gestão destas áreas …

Deverá é ser evitado este exemplo negativo de gestão à portuguesa…





3 comentários:

Fred Eat Cock disse...

Infelizmente é com este tipo de atitudes que queremos ser um país desenvolvido e um povo civilizado.

No ano passado estive duas semanas na Manta Rota e o meu carro só saia do estacionamento privado do apartamento, para deslocações fora da vila. Fui várias vezes a Tavira, V. R. Stº. António e até fiz a inevitável visita às bombas de gasolina de Ayamonte, mas as deslocações à praia eram feitas a pé, apesar de estar alojado quase à entrada da vila.
Isto para dizer que o português, além de forreta e desorganizado, é também um "aleijadinho" que não se desloca 50 metros sem ser de carro.
Há muitos que, se pudessem, levavam o carro para debaixo do chapéu de sol, apesar de todos os dados médicos recomendarem a caminhada como meio de "abater" a barriguinha da cervejola.

Se a teoria da evolução estiver correcta, um dia todos os portugueses vão nascer com rodas, pedais e volante incorporados e um assento de carro colado ao cu.
E Deus nem precisa de se preocupar em colocar-lhes piscas, porque é coisa que raramente usam.

Obrigado pela visita

A Senhora disse...

:) Se fosse aqui, o mais caro estaria lotado e o que é gratuito não seria mais gratuito, mas dividido em lotes onde "flanelinhas tomariam conta do carro" pelo preço que você estivesse disposto a pagar. Ah, sim - também estaria lotado. ;)

bjs

Olhos Dourados disse...

Se calhar.

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